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A alegria elementar de um pensador

Monday, February 4th, 2008

Em jeito de foco lúcido, que denota das nuances turvas que arqueiam em forma rígidas, nas figuras alheias a mim e que me fazem sorrir de pasmo e esta efusividade é certamente o reflexo da era, onde a verve é triste não por excelência, mas por evidente cobardia espiritual.

Desejo deixar um legado de uma vida original de entrega aos demais, tanto humanos como dos reinos animal, mineral e vegetal, certa pansexualidade ao todo que me cativa, eu que cativo e dou de mim nas metáforas que elucidam por sedução e beleza física e de alma em riste, ando num gingar que na deixa mais próxima, prontifica-se a suportar a ignorância portuguesa/ocidental e do alfabeto-mistério que engendro que tem muito de indecifrável como de limpidez, eu nos meus murmúrios argutos num silêncio com que intuo a maravilhosa experiência de viver, soergo esta vantagem e sorrio suspeito para comigo, dada a palavra e o tempo como moeda de troca e sim pelo anarquismo e muito mais além, num livre-pensamento que… o meu triunfo é trunfo que se basta e ele e eu inimigos desta verdade, deduzíamos por ócio a ela…

O perfil do português é de uma nulidade total, o seu doentio e macabro fervor religioso que arrecada fortunas para que o seu séquito enriqueça depressa e a manha economicista de qualquer português são vísceras secas que minam qualquer rasgo de vida, com que me apresento. E noto que a formação humana do português é induzida sempre pela mentira, quer no plano íntimo como a sexualidade sempre refreada e imiscuida na perversidade, como nas relações entre os habitantes de Portugal. Eu não discrimino ninguém e qualquer pessoa despida e conhecida nas suas entranhas, facilmente choraria e aqui creio que esta verdade é consequência da dependência do raciocínio dos pedagogos, que deixam os jovens sem coragem e portanto sem tomates para ir mais além que a beleza dos céus poéticos nas planícies azuladas onde os sonhos acampam. Os da geração que fizeram o 25 de Abril, são uma corja de bandidos, e todos os democratas são falsos só por o serem e a pobreza espiritual das reminiscências de Salazar, que infelizmente não morreu nas mãos de Emídio Santana e que prolifera nas hostes de jovens e menos jovens, caídos nos nós górdios de uma pestilência que destrói as margens da libertação e do olhar puro a quem vos quer fazer saber, que é preciso ir mais além e muito além disto mesmo, pois o segundo seguinte já é dinamite em quem a pensa por dever moral, numa evolução continua e prolífera, quando o sagrado é a natureza da alma humana e de todo o universo…

Com o calor que emano e póstumo a toda e qualquer frieza mais próxima da alienação colectiva, passo sem medo diante de mil explosões cerebralmente indecifráveis aos saqueadores de postura carnavalesca e com o meu sorriso de carácter eu volto sempre, à intempérie que movimenta a coerência que é letal aos demais e danço com as minhas musas, onde a minha voz mansa flui calmamente, auscultando a dor e estimulando estes trâmites, para que parte da população se purgue com o esculco sentimento de responsabilidade e ética tão crua, como a semente lançada para um novo ciclo de pensamento e que a individualidade preste assim auxílio na sua sabedoria aos que podem, querem, o sublime que reside numa ascenção precisa. O desejo mimético sabe disso e eu vou estando em caudais pacíficos e que nenhum governo te dará liberdade e nenhuma religião te salvará de nada. Sê nu o que espelhas tu, na recta seguinte e em todos os verbos de ataque que a criança não queria utilizar, mas ela tem de sobreviver e assim o jogo fascista agita a alegria mais elementar de um pensador que se revela e se cumpre, por amor à vida.

Verifico uma falta extrema ao amor, de amor, amizade desinteressada, junto da população e este mal estar, oscila e é apresentado diariamente nas defesas de cada indivíduo, para que uma insurreição seja credível a seus olhos e porque o despertar da voz interior, pode durar uma vida, mesmo apenas no leito da morte, é necessário abordar o colosso interior e estudar como cumprir o olhar que ama e é consistente consigo. Está ao alcance, sim.