Wednesday, July 04, 2007
Solveig Dommartin
Ao ir na deixa que o cabelo apresenta à montra e ela dá conta do recado, numa forma de retrato que se afigura muito bem desenhado em suster o que a procriação da sombra produz num transeunte alheio por escolha pessoal. Quem o escolta é elemento da decisão, organizado com observações e pressas de se enlaçar em estados montanhosos, onde se respira melhor, o que uma mulher como Solveig Dommartin, me proporcionou durante muitos anos. Vi-te e revi-te ao som do tema ‘The Carny’…e tu dizias la peur, la peur… E estavas tão bem no trapézio e na tua roulotte, preparavas o último dia do circo Alekan, depois encontraste o Lu Tenent Colombo e sorridente disseste, ‘ I know nothing…’. Durante anos estiveste colada em fotografia na parede aqui onde estou agora. Deixa estar, Solveig, eu hoje estarei por ti, com tudo o que me deste em sonho para uma vida. Obrigado Solveig por me dares a conhecer tua beleza nos céus de Berlim. Tenho aqui o filme, nas tuas asas do desejo e muito mais que todo o culto do amor e poesia. Há de chegar a minha hora e depois, bem depois é dormir tudo, colado ao silêncio das imensas noites de aqui estar….
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