A sorte fausta de uma menina ilustre

Era sexta-feira, meia-noite em Madrid, estava na estação de autocarros esperando a minha ligação para Barcelona. Andava a bordo da plataforma e vi uma sorte fausta, uma rapariga de 16 anos, que seguiria no mesmo autocarro para junto dos seus, falou-me que tratava de crianças num tom muito suave a mim, era tão doce, simples e corajosa. E seu porte foi ilustre na progressiva lucidez da viagem de ambos na tez nocturna das estradas de Espanha.

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